sexta-feira, 27 de junho de 2008

SOLENIDADE DE POSSE DA 312 NORTE RELEMBRA VELHOS TEMPOS


Elida Miranda e Márcia Machado são reeleitas pela segunda vez consecutiva e confirmam compromisso com a comunidade da quadra e autoridades presentes no evento

Por Biah Gasparotto

No dia 5 de junho de 2008, a prefeita Elida Miranda e a vice-prefeita Márcia Machado assinaram o Termo de Posse que compõe a nova diretoria da Prefeitura da 312 Norte. A solenidade, organizada pelo Conselho Comunitário da quadra, contou com a participação de moradores, síndicos, parlamentares, líderes comunitários e membros de diversos órgãos ligados às áreas de Segurança, Comércio, Transporte e Obras.

Elida Miranda iniciou o discurso agradecendo a família, aos amigos e, em especial, a Deus por ser eleita pela terceira vez com o apoio da comunidade. “A nossa quadra sempre foi conhecida como a mais violenta de Brasília. Com a formação da prefeitura, conseguimos mudar a quadra e hoje ela está bem mais valorizada. Para o ano, temos vários projetos a serem realizados”, afirma a prefeita.

Diversas autoridades agradeceram a dedicação dos membros da Prefeitura que abdicam seu tempo para trabalhar em prol da comunidade e do patrimônio público da Capital. De acordo com o representante do gabinete do deputado Tadeu Filippelli, Marco Campanella, a organização comunitária é fundamental para levar as reivindicações da população, pois as mudanças são frutos dessa união e o governo faz em função de demandas. Com saudosismo, Campanella relembra que na década de 80 fez muitos amigos enquanto morador do Bloco A e confirma que a quadra possui uma história significativa na construção da cidade.

A 312 Norte também poderá contar com o apoio do Conselho Comunitário da Asa Norte, das polícias Civil e Militar, do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran), do Corpo de Bombeiros e de diversos outros órgãos. A prefeita aproveitou a presença do atual secretário da Agência de Fiscalização do DF, Roney Nemer, para solicitar que a fiscalização seja intensificada, principalmente quando houver eventos como o do Açougue Cultural T-Bone. Em resposta, o deputado informou que deseja que a Capital seja usada como exemplo de cidade que preserva a qualidade de vida por meio da legalidade. “A semeadura é livre e a colheita é certa. Estaremos voltando com a fiscalização para primeiramente fazer um trabalho de educação, mas para os que não cumprirem, a punição”, diz Roney.

Por último, o administrador de Brasília Ricardo Pires enfatizou que a Asa Norte foi deixada de lado nos governos anteriores, mas que agora está recebendo uma atenção especial. As praças localizadas nas 700 Norte serão construídas como as já existentes da Asa Sul. Em 2008, as calçadas foram reformadas e novas quadras de esporte, estacionamentos e iluminação pública serão implementadas no decorrer do ano.

Ainda segundo o administrador, a 312 Norte foi a primeira quadra em que dormiu em Brasília no ano de 1965. “Andei por muito cerrado até chegar aqui, o vento entrava por debaixo das portas, pois a quadra estava incompleta e continha poucos prédios. Com muito carinho, o governo fará o que for necessário pela quadra”, promete Pires.

Ao final, a presidente do Conselho Comunitário da quadra Maria Cristina Zanani convidou a todos para o coquetel de encerramento da cerimônia de posse, um momento a mais de descontração e alegria entre os participantes.

domingo, 8 de junho de 2008

COLETA SELETIVA: ABRACE ESTA IDÉIA


Seminário realizado pelo Sistema de Limpeza Urbana avalia modelo existente e define diretrizes e metas que integrem todos os profissionais e atores envolvidos com a gestão de resíduos sólidos no Distrito Federal

Por Biah Gasparotto

O 1º Seminário sobre Coleta Seletiva no Distrito Federal, promovido pelo Sistema de Limpeza Urbana (SLU), no dia 20 de maio, no Centro de Convenções de Brasília, abordou temas de interesses coletivos e que são de extrema importância para implementar novas idéias e acelerar, em no máximo quatro anos, o processo de coleta e reciclagem do lixo brasiliense. O evento contou com a participação de cooperativas, associações, profissionais de diversas instituições públicas e de organizações não governamentais (ONGs) envolvidos com a gestão de resíduos sólidos, preservação do meio ambiente e geração de emprego e renda.

O Projeto de Coleta Seletiva foi iniciado no Distrito Federal em 2002 e a doação de materiais recicláveis para as cooperativas garante o sustento de muitas famílias. Hoje, a geração de resíduos varia entre 60 e 62 toneladas por mês, sendo que somente 59,34% são recicláveis e a coleta somente é feita em algumas quadras do Plano Piloto, especificamente, nas 100, 200, 300 e 400.

De acordo com a diretora-geral do SLU, Fátima Có, o encontro foi de fundamental importância para trazer experiências que surgiram ao longo de dez anos e idéias que contribuirão para o benefício não só do meio ambiente, mas da população como um todo. “Um dos nossos objetivos é incentivar que empresas se instalem em Brasília com intuito de reduzir custos, uma vez que o material recolhido é encaminhado para outras cidades. Reciclar colabora para a valorização da limpeza pública e para a formação de uma consciência ecológica”, afirma.

Ainda segundo Fátima Co, o SLU possui como missão regular e fiscalizar a gestão pública de resíduos sólidos por meio do Sistema de Gerenciamento Integrado de Coleta de Limpeza e de Tratamento com a Inclusão Social. Reduzi, reaproveitar, reutilizar e destinar o resíduo adequadamente são algumas das bases que compõem este sistema.

No decorrer do evento, integrantes de diversas cooperativas e associações, comprometidos com as causas sócio-ambientais, apresentaram depoimentos emocionados. “Queremos ser respeitados, não somos lixeiros, selecionamos materiais recicláveis. O nosso objetivo é lutar por terrenos licenciados, galpões estruturados e remuneração justa por serviços prestados”, anseia Aldemy dos Santos, presidente da Central de Cooperativas de Materiais Recicláveis do Distrito Federal (Centcoop-DF).

CONSCIENTIZAÇÃO

A Associação Amigos do Futuro, fundada em 1977, estava presente no seminário e atualmente desenvolve projetos de mobilização e conscientização ambiental. Para a presidente Rejane Pieratti, a coleta seletiva, além de poupar espaço nos lixões, economiza recursos para as próximas gerações. Oficinas de arte-educação, palestras sobre preservação e construção com materiais e energias alternativas são oferecidas gratuitamente à população do DF.

A artesã Ivã Furtado também compareceu e expôs seu trabalho com material reutilizado, experiência adiquirida nos últimos três anos, que transforma transformar filtro de papel e caixas tetra pak, como as de leite, suco, leite condensado, entre outras, em exclusivas e criativas embalagens para presente. “O mais interessante dessa atividade é conscientizar as pessoas da importância de reciclar e mostrar que é possível criar lindas e úteis peças com material que seria jogado fora”, comenta a artesã.


RESULTADOS


Os resultados do encontro irão contribuir para definir um novo modelo de coleta seletiva a ser implantado gradualmente em todo o DF, incentivo à criação de novos negócios no âmbito da cadeia de recicláveis, redução dos impactos ambientais causados pela produção cada vez maior de lixo e conscientização da população para a mudança de comportamento no que se refere à separação dos resíduos em seco e orgânico. A meta é aumentar para 70% o volume de materiais encaminhados para a reciclagem, mantendo a constante geração de resíduos.

NÃO ACEITAMOS CHEQUE


Empresas varejistas e atacadistas de Brasília obedecem às diretrizes do Branco Central do Brasil para evitar os mau pagadores e sem intenção desagradam consumidores que saldam suas contas em dia

Por Biah Gasparotto

“Descupe Senhor, mas não aceitamos cheque”. Quem nunca teve a insatisfação de ouvir esta frase depois de rechear carrinhos de compras em supermercados ou enfrentar longos minutos em uma fila para adquirir um produto qualquer? As empresa se defendem e informam que os brasileiros não têm só a fama de divertidos e festeiros, mas também de mau pagadores e que, teoricamente, para quem age de má-fé, a solução mais prática é evitar o recebimento de cheques e oferecer uma outra forma de pagamento aos clientes.

Em específico, surgem as reclamações dos síndicos de condomínios que acusam as empresas varejistas e atacadistas de não aceitar cheques, mesmo eles cumprindo todas as exigências dos bancos para abertura e movimentação de conta jurídica. Atualmente, cerca de seis mil condomínios estão cadastrados no Sindicato dos Condomínios Residenciais e Comerciais do Distrito Federal e são importantes geradores de empregos e lucros para os comerciantes.

De acordo com o Banco Central do Brasil (BACEN), pessoas e estabelecimentos comerciais não são obrigados a receber cheques como meio de pagamento, por não ter capacidade liberatória e curso forçado no Brasil, como as cédulas e moedas do Real. O cheque ao ser utilizado como meio de pagamento, exerce uma função econômica e de confiança entre o emitente e o beneficiário.

Já o Instituto de Defesa do Consumidor do Distrito Federal (IDC-Procon-DF) ressalta que mais importante do que as normas do BACEN, estão os usos e costumes e a jurisprudência. Ao não aceitar o cheque, os estabelecimentos estarão generalizando e pressupondo que todos os consumidores são emitentes de cheques sem fundos, o que contraria o Código de Defesa do Consumidor que diz, no capítulo das práticas abusivas, que é vedado ao fornecedor recusar a venda de bens ou a prestação de serviços, diretamente a quem se disponha a adquirí-los mediante pronto pagamento, ressalvados os casos de intermediação em leis especiais.

Tais divergências entre os órgãos protegem os dois lados, tanto o do consumidor quanto o do fornecedor. A rigor, as regras do mercado são definidas pelas empresas, ou seja, o que vão vender e de que forma vão vender, se à vista, a prazo ou parcelado, se por cheque, cartão de crédito, ticket ou fiado. As condições de compras devem ser claras e informadas ao consumidor com antecendência, com intuito de conceder a liberdade de escolha.

As empresas varejistas e atacadistas se protegem contra as denúncias. O supermercado Makro aceita cheque após aprovação de cadastro e duas compras efetuadas com pagamento em dinheiro. O Super Adega informou que inicialmente aceitava quaisquer formas de pagamento, mas devido ao alto índice de cheques devolvidos a empresa decidiu mudar as regras a fim de evitar riscos. Já no Atacadão, o gerente garantiu que aceita cheque de pessoas físicas e jurídicas, basta preencher o cadastro. Nos demais estabelecimentos comerciais, que atendem as necessidades dos condomínios, o débito em conta é a forma mais segura e aceita como forma de pagamento.

Na prática, constrangimentos continuarão acontecendo se não houver uma prevenção de ambas as partes. Ainda segundo o Procon, é importante que as empresas utilizem dispositivos como telecheque, protocheque, cheque-cheque com intuito de verificar se existe qualquer restrição e impedimento quanto à pessoa do emitente. E os consumidores, informados e atentos as principais variações do mercado, lembrando-se sempre dos princípios legais e da ampla defesa.

Serviços:
Banco Central do Brasil – http://www.bcb.gov.br/
Defesa do Consumidor do Distrito Federal (IDC-Procon-DF) – http://www.procon.df.gov.br/ – Tel: 151

Imagem Cheque sem fundos:
Fonte: http:/abril.com.br/especiais/investimento/imagens/cotidiano3.jpg

BRASÍLIA REVITALIZADA


Referência em planejamento urbano, a Capital vem sendo preparada para realização de novas obras de infra-estrutura que beneficiam e melhoram a qualidade de vida da população. Recuperação e implementação de calçadas, meios-fios, estacionamentos, iluminação pública e pavimentação asfáltica são alguns dos projetos já concluídos pelo GDF

Por Biah Gasparotto

Nos últimos meses, Brasília se transformou em um verdadeiro canteiro de obras. O pacote 2008, lançado pelo Governo do Distrito Federal (GDF), vem causando grandes expectativas entre a população e os líderes de diversos órgãos, instituições não governamentais e, principalmente, dos Conselhos Comunitários das Asas Sul e Norte, eternos defensores do Patrimônio Cultural da Humanidade.

Todas as principais vias da Capital estão em obras. Engarrafamentos quilométricos já fazem parte do dia-a-dia dos motoristas que se deslocam para o centro da cidade. Falta de estacionamento e credibilidade no transporte público contribui ainda mais para o caos urbano. Até o final do ano, o governo terá investido mais de R$ 700 milhões em seu pacote de obras, incluindo todas as reformas das quadras residenciais e comerciais do Plano Piloto.

No dia 20 de maio, mais uma importante obra foi concluída. Os 30 mil metros quadrados da plataforma superior da Rodoviária foram revitalizados com impermeabilização do pavimento da pista, pintura dos estacionamentos, completa restauração da fonte e implementação de novos bancos, jardins e 245 vagas em frente ao shopping Conjunto Nacional.

Além das grandes obras, outras de menores portes e prioritárias estão sendo intensificadas. De acordo com o secretário de Estado de Obras, Márcio Machado, também integrante do Conselho de Gestão da Área de Preservação de Brasília (Conpresb), o encurtamento do calendário obriga as empresas a trabalharem em turnos extraordinários, incluindo sábado, domingo e feriados. “As pequenas obras representam muito para a sociedade. A construção de novos postos policiais, drenagem pluvial e a recuperação das calçadas, meios-fios, iluminação pública fazem parte do cronograma inicial”, afirma o secretário.

As execuções destas obras estão divididas por etapas. Somente para construção de novas calçadas beirando os eixos sul e norte foram destinados R$ 2 milhões. Pedestres aproveitam o espaço para praticar exercícios físicos e passear com os filhos e animais de estimação. “Enquanto o governo decide se vai fechar ou não o eixão aos domingos, com as reformas das calçadas, eu e minha família passamos a utilizar o local para lazer e diversão, o que antes era impossível devido ao risco de acidentes”, disse Amilton Júnior, morador da 712 Norte.
Entre as demais obras previstas até 2010, estão em destaque a reforma do estádio Mané Garrincha e a implementação do Veículo Leve sobre Pneus (VLP), alimentado por diesel e durabilidade de oito anos. As obras concluídas e em fase de execução, licitação e projeto podem ser pesquisadas na página da Secretaria de Estado de Obras (http://www.so.df.gov.br/).

EDIFÍCIO DE UM ÚNICO PROPRIETÁRIO

Inquilinos cada vez mais atualizados, quanto aos seus direitos, deveres e responsabilidades individuais e coletivas, buscam administração condominial transparente e juridicalmente pautada pelas legislações existentes

Por Biah Gasparotto

Uma administração condominial moderna e globalizada deve ser baseada em metas para alcance de objetivos claros e bem definidos. Em tese, viver em propriedade comum parece ser muito simples. Porém, é típico do ser humano defender seus próprios interesses, que nem sempre correspondem aos do condomínio. O impasse é ainda maior quando os donos, que gerenciam os próprios edifícios, criam suas regras e deixam de divulgar o que é obrigatório e de direito de informação dos locatários, como a prestação de contas das despesas ordinárias e extraordinárias.

Comparativamente às demais empresas do mercado, o condomínio não é considerado “Pessoa Jurídica”, por não sobreviver de receitas e sim do rateio das despesas entre seus locatários, mesmo tendo que cumprir a maior parte das formalidades legais, fiscais, trabalhistas e de encargos sociais e tributários. Todos documentos comprobatórios deverão ter o visto do responsável e serem disponibilizados em arquivo de fácil acesso.

Visando disciplinar os direitos e os deveres de cada um, existem três documentos básicos que fundamentam e qualificam uma boa administração, a Lei do Condomínio (Lei n.º 4591/64), comum a todos, a Convenção do Condomínio, elaborado com o registro do imóvel e o Regimento Interno, específico para cada edifício. Portanto, é oportuno ressaltar que, quando se trata de prédio de um único dono, não se adota a instituição de uma Convenção em face de sua inadaptação, mas recomenda-se a adoção de um Regimento, com a finalidade de regular os serviços e funcionamento da edificação.

A cobrança de despesas para reforma, manutenção e conservação utilizadas pelos locatários é perfeitamente lícita, em conformidade com o disposto no artigo 23, XII, da Lei do Inquilinato N.º 8.245/91, a qual diz: “no edifício constituído por unidades imobiliárias autônomas, de propriedade da mesma pessoa, os locatários ficam obrigados ao pagamento das despesas referidas no § 1º deste artigo (ordinárias de condomínio), desde que comprovadas”. Mas sabe-se que em algumas edificações nem sempre as leis são cumpridas.

Nesse momento, o papel do síndico é primordial como representante legal do condomínio. De acordo com o novo Código Civil, arts. 1.348 e 1.350, é de sua competência: representar, ativa e passivamente, o condomínio, praticando, em juízo ou fora dele, os atos necessários à defesa dos interesses comuns; diligenciar a conservação e a guarda das partes comuns e zelar pela prestação dos serviços que interessem aos possuidores; elaborar o orçamento da receita e da despesa relativa a cada ano; dar imediato conhecimento à existência de procedimento judicial ou administrativo, de interesse do condomínio; e prestar contas anualmente e quando exigidas. Em conclusão, ao inquilino de um prédio nessas condições, ou seja, edifício com várias unidades de um único dono, embora o condomínio não seja administrado conforme as regras legais, entende-se que prestar contas não é só aprovar o balanço financeiro, mas também uma forma de satisfação aos condôminos de todos os atos praticados pelo proprietário.

COLETA SELETIVA E RECICLAGEM DO LIXO URBANO DE BRASÍLIA


Diretor do SLU Edmundo Gadelha ministra palestra no UniCEUB em prol da educação sócio-ambiental, visando promover novas atitudes, condutas e procedimentos que gerem uma cultura baseada nos princípios da sustentabilidade, autogestão e economia solidária

Por Biah Gasparotto

No dia 15 de abril, o Centro Universitário de Brasília (UniCEUB) promoveu palestra ministrada pelo engenheiro e diretor do Núcleo de Projetos da Assessoria de Planejamento do Sistema de Limpeza Urbana (SLU), Edmundo Pacheco Gadelha, com o objetivo de ampliar a compreensão dos participantes – alunos, professores e convidados – sobre os diversos aspectos sócio-ambientais relacionados à geração e à destinação de Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) e ações estratégicas do Governo voltadas para a coleta seletiva e reciclagem do lixo.

Atualmente, são coletadas cerca de 2.500 toneladas de lixo comum por dia no Distrito Federal, sendo que 300 toneladas são depostas na rua e em lixões sem estrutura. Os resíduos da construção civil acrescentam mais 4.000 toneladas no montante de lixo da capital. Com a mudança de hábitos, o aumento dos produtos industrializados e inserção de embalagens descartáveis, o lixo passou a ser considerado uma preocupação mundial, tendo em vista que há algumas décadas era constituído basicamente por resíduos orgânicos e facilmente decomposto pela natureza.

De acordo com Gadelha, a produção de lixo varia entre os Estados, números de habitantes, classe social, fatores climáticos e sazonais. Uma das soluções ecologicamente correta é a implementação da Coleta Seletiva, hoje realizada pelos servidores do SLU com apoio das cooperativas de catadores. “A separação dos materiais recicláveis somente abrange uma pequena porcentagem das residências do DF, mas transforma o problema do lixo em recurso econômico e social, ou seja, estimula a cidadania, gera emprego e renda, preserva os recursos naturais, diminui a poluição do solo e economiza energia, transporte, água e combustível”, afirma o engenheiro.

Seguindo algumas etapas, primeiramente o lixo é acondicionado de forma adequada em sacos plásticos, lixeiras e contêineres. Sua coleta é diurna nas áreas residenciais e noturna nas comerciais. O transporte é feito por caminhões, basculantes e compactadores. Na seqüência, o tratamento e o destino final do lixo são considerados pelo palestrante as partes mais complexas do processo.

Diariamente, são encaminhadas 1.200 toneladas de lixo para as duas Usinas de Compostagem de Brasília, localizadas na Asa Sul e Ceilândia. Esteiras rolantes, eletroímãs e peneiras separam o lixo enquanto os catadores selecionam o material reciclável – papel, vidro, plástico e metal – por tipo e cor. Para cada tonelada de vidro reciclado, são economizadas mais de uma tonelada de recursos naturais (603 kg de areia, 196 kg de carbonato de sódio, 196 kg de calcário e 68 kg de feldspato). Após a triagem, uma parte do rejeito, que corresponde a 65%, é transformada em composto orgânico e a outra encaminhada para o aterro sanitário, que em outros países são utilizadas para produção de energia elétrica.

A classificação dos resíduos é regulamentada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), através da NBR 10004, de maio de 2004. Quanto aos seus riscos potenciais ao meio ambiente e à saúde pública são adotados como: Classe I (perigosos): apresentam as seguintes características: reatividade, inflamabilidade, corrosividade e toxicidade. Ex.: lâmpadas fluorescentes e fibras de amianto; Classe II (não inertes): combustibilidade, biodegradabilidade ou solubilidade em água; Classe III (inertes): rochas, tijolos, vidros, certos plásticos e borrachas que não são decompostos prontamente.

Ainda segundo Gadelha, os Resíduos de Serviços de Saúde (RSS) representam um grande perigo, tanto para a saúde das pessoas quanto ao meio ambiente. Em função de suas características, merece um cuidado especial em seu acondicionamento, manipulação e disposição final. Deve ser incinerado e os resíduos levados para o aterro sanitário. Em termos de regulação, as regras estão dispostas na Resolução N.° 306, de dezembro de 2004, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

As pilhas comuns e alcalinas podem ser jogadas no lixo doméstico sem qualquer risco ao meio ambiente. As pilhas e baterias que contenham em suas composições chumbo, cádmio, mercúrio e seus compostos deverão ser entregues aos comerciantes ou fabricantes para que possam providenciar o tratamento adequado e a disposição final.

As próximas metas a serem alcançadas, estão relacionadas com a implementação do Plano Diretor de Resíduos Sólidos do Distrito Federal, apresentado ano passado pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (SEDUH) e o Sistema de Limpeza Urbana (SLU). Orientar o desenvolvimento da limpeza pública, estabelecer diretrizes futuras para o desenvolvimento sustentável, licitar novas empresas prestadoras de serviços, bem como promover a inclusão sócio-econômica são alguns dos objetivos do projeto que irão beneficiar não só o meio ambiente, mas a sociedade como um todo.

Como mensagem final, o diretor Edmundo Gadelha cita frase da Organização Mundial de Saúde (OMS), agência especializada e subordinada à Organização das Nações Unidas (ONU). “De cada seis habitantes no mundo, um deles anda mais de dois quilômetros por dia para conseguir água”.

QUARTA CULTURAL: JOGO DE CENA

Início de ano em Brasília parece uma loucura. Chuva, engarrafamento, IPVA, IPTU e contas mil. O melhor mesmo é tentar relaxar, dar boas gargalhadas e esquecer um pouco de tudo. Permita-se uma travessura, saia da rotina

Por Biah Gasparotto

No dia 30 de abril, às 20h30, o Teatro da Caixa Econômica Federal (CEF) apresentará mais uma edição do Jogo de Cena, um show room de produções brasilienses. Em duas horas, artistas plásticos, dançarinos, músicos e atores dividem o palco desse grande espetáculo. Os apresentadores Welder Rodrigues e Ricardo Pipo relembram e contam estórias e metáforas que ilustram o comportamento humano, relações entre pessoas e diversas situações que arrancam muitas gargalhadas da platéia.

Mas quem avisa, amigo é! Chegar atrasado e não estar na mira dos humoristas é um tanto quanto impossível. Não adianta tentar passar despercebido, você será o primeiro a participar da brincadeira. Sabe aquele ditado “falem mal, mas falem de mim”, então, Welder e Pipo são assim, eles não perdoam.

Durante toda a programação, os apresentadores escolhem a dedo as pessoas que irão participar das brincadeiras e tarefas cênicas. O mais engraçado ou a pior performance ganha ingressos para peças em cartaz, camisetas do Jogo de Cena e brindes da CEF. Na ultima edição, o palco foi dominado pelo universo feminino, em homenagem ao Dia Internacional da Mulher. Se comparado aos anteriores, o próximo espetáculo promete ser uma ótima opção de lazer e entretenimento.

Apresentadores

Em 1987, Welder & Pipo começaram a aparecer no cenário artístico de Brasília com suas participações no quadro Desafio da Noite do Jogo de Cena. Em 1989, ajudaram a fundar o grupo A Culpa é da Mãe, o qual deu origem ao grupo Os Melhores do Mundo, onde se destacam, ajudando a criar as comédias que têm levado o grupo ao sucesso. Hoje intercalam suas atividades entre as temporadas do grupo em São Paulo e o Jogo de Cena.

História

Foi em agosto de 1985, que um grupo de atores, produtores e pensadores culturais da cidade, preocupados com a falta de espaço para apresentação de produções e ausência de incentivos para a área, decidiu inventar um espetáculo que permitisse a participação de todos os criadores. Foi assim que, a atriz Cristina Borracha subiu ao palco do Teatro Galpãozinho, hoje conhecido como Espaço Cultural Renato Russo, e abriu a primeira apresentação do Jogo de Cena.

Nos mais de 150 programas realizados ao longo dos anos, várias personalidades se destacaram, entre eles, Câssia Eller, Marcelo Saback, Os Raimundos, Paletó & Gravata, Os Melhores do Mundo, Hugo Rodas, Irmãos Guimarães, Sônia Paiva, etc. O Jogo de Cena é mais do que uma feira cultural, é um espaço que desperta a potencialidade de muitos artistas. E lá se vão 20 e tantos anos...

Serviço

Jogo de Cena Dia 30 de abril, às 20h30
Teatro da Caixa - SBS Qd 4 lote 3/4, anexo do edifício Matriz da Caixa. Recepção: 3206-9448 / Administração 3206-9450/ Bilheteria: 3206-6456. Ingressos: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia para estudantes, funcionários da CAIXA e doadores de 1kg de alimentos não perecíveis). Classificação etária: Não recomendado para menores de 12 anos