domingo, 8 de junho de 2008

QUARTA CULTURAL: JOGO DE CENA

Início de ano em Brasília parece uma loucura. Chuva, engarrafamento, IPVA, IPTU e contas mil. O melhor mesmo é tentar relaxar, dar boas gargalhadas e esquecer um pouco de tudo. Permita-se uma travessura, saia da rotina

Por Biah Gasparotto

No dia 30 de abril, às 20h30, o Teatro da Caixa Econômica Federal (CEF) apresentará mais uma edição do Jogo de Cena, um show room de produções brasilienses. Em duas horas, artistas plásticos, dançarinos, músicos e atores dividem o palco desse grande espetáculo. Os apresentadores Welder Rodrigues e Ricardo Pipo relembram e contam estórias e metáforas que ilustram o comportamento humano, relações entre pessoas e diversas situações que arrancam muitas gargalhadas da platéia.

Mas quem avisa, amigo é! Chegar atrasado e não estar na mira dos humoristas é um tanto quanto impossível. Não adianta tentar passar despercebido, você será o primeiro a participar da brincadeira. Sabe aquele ditado “falem mal, mas falem de mim”, então, Welder e Pipo são assim, eles não perdoam.

Durante toda a programação, os apresentadores escolhem a dedo as pessoas que irão participar das brincadeiras e tarefas cênicas. O mais engraçado ou a pior performance ganha ingressos para peças em cartaz, camisetas do Jogo de Cena e brindes da CEF. Na ultima edição, o palco foi dominado pelo universo feminino, em homenagem ao Dia Internacional da Mulher. Se comparado aos anteriores, o próximo espetáculo promete ser uma ótima opção de lazer e entretenimento.

Apresentadores

Em 1987, Welder & Pipo começaram a aparecer no cenário artístico de Brasília com suas participações no quadro Desafio da Noite do Jogo de Cena. Em 1989, ajudaram a fundar o grupo A Culpa é da Mãe, o qual deu origem ao grupo Os Melhores do Mundo, onde se destacam, ajudando a criar as comédias que têm levado o grupo ao sucesso. Hoje intercalam suas atividades entre as temporadas do grupo em São Paulo e o Jogo de Cena.

História

Foi em agosto de 1985, que um grupo de atores, produtores e pensadores culturais da cidade, preocupados com a falta de espaço para apresentação de produções e ausência de incentivos para a área, decidiu inventar um espetáculo que permitisse a participação de todos os criadores. Foi assim que, a atriz Cristina Borracha subiu ao palco do Teatro Galpãozinho, hoje conhecido como Espaço Cultural Renato Russo, e abriu a primeira apresentação do Jogo de Cena.

Nos mais de 150 programas realizados ao longo dos anos, várias personalidades se destacaram, entre eles, Câssia Eller, Marcelo Saback, Os Raimundos, Paletó & Gravata, Os Melhores do Mundo, Hugo Rodas, Irmãos Guimarães, Sônia Paiva, etc. O Jogo de Cena é mais do que uma feira cultural, é um espaço que desperta a potencialidade de muitos artistas. E lá se vão 20 e tantos anos...

Serviço

Jogo de Cena Dia 30 de abril, às 20h30
Teatro da Caixa - SBS Qd 4 lote 3/4, anexo do edifício Matriz da Caixa. Recepção: 3206-9448 / Administração 3206-9450/ Bilheteria: 3206-6456. Ingressos: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia para estudantes, funcionários da CAIXA e doadores de 1kg de alimentos não perecíveis). Classificação etária: Não recomendado para menores de 12 anos

PRIMEIRA ESTAÇÃO DE METRÔ DA ASA NORTE SERÁ INAUGURADA EM MARÇO DE 2010


Além da construção do terceiro trecho da linha no sentido sul–norte, em abril começa a funcionar mais uma estação na Asa Sul. A previsão é que o sistema tenha sua capacidade de atendimento ampliada para 300 mil usuários

Por Biah Gasparotto

Pesquisas comprovam que os moradores da Capital Federal deixarão o transporte individual e utilizarão o público coletivo quando apresentarem qualidade, conforto, segurança e tarifa compatível com o poder aquisitivo da população. Mais de 900 mil veículos circulam, diariamente, pelas ruas da cidade, o que torna indiscutível e necessário à ampliação do sistema de metrô para amenizar os problemas do trânsito. Somado a esta medida, o Programa Brasília Integrada prevê a modernização de todo o sistema de transporte.

Após reunião com representantes do metrô e engenheiros, o governador José Roberto Arruda autorizou a licitação para expansão do sistema para as regiões da Asa Norte e Samambaia e construção de mais três estações, uma no Guará e duas na Asa Sul, nas quadras 102 e 112. Com as novas obras e a inauguração da estação da 108 Sul, no dia 12 de abril, os usuários poderão contar com seis terminais.

“O nosso esforço visa diminuir o uso de carros. Em oito anos dobrou o número de veículos individuais. Ou investimos no transporte coletivo ou a cidade fica, literalmente, entupida. Com a integração do sistema de transportes do DF, toda a população da cidade vai ser beneficiada com os novos trechos”, explicou o governador.

O presidente da Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF), José Gaspar Souza, informou que o trecho na Asa Norte, financiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDS), vai ligar a Rodoviária do Plano Piloto ao Hospital Regional da Asa Norte (Hran). Um estudo visa construir oito terminais na Asa Norte, no entanto, não há prazo para o início da construção dessas estações.

MAIS INVESTIMENTOS

O Metrô-DF também está negociando a compra de 10 novos trens, estimada em R$ 200 milhões, para suprir a crescente demanda de usuários. Atualmente, o metrô chega a transportar até 100 mil passageiros diariamente de segunda a sexta-feira e 60 mil nos finais de semana. Com a inauguração das quatro novas estações de Ceilândia, o governo espera que o fluxo suba para 140 mil. Até dezembro de 2010, a previsão é de que o número chegue a 300 mil passageiros por dia.Arruda ainda enfatizou a importância da redução dos custos de manutenção do metrô, depois que a diretoria do órgão realizou concorrência para a prestação de serviços. Antes, com a dispensa de licitação, eram gastos R$ 9,2 milhões mensais. Com a implementação do novo procedimento caiu para R$ 5.890 milhões, apresentando uma economia mensal superior aos R$ 3 milhões.

COMBATE AO TRÁFICO DE DROGAS É PRIORIDADE NO DF


Divulgação do último balanço da violência revela crescimento expressivo na negociação ilegal de entorpecentes e preocupa as autoridades envolvidas na batalha contra a criminalidade na capital do país

Por Biah Gasparotto

A Segurança Pública está em processo de mudança no Brasil. Enquanto dezenas de projetos circulam no Legislativo, em Brasília, a comunidade busca no âmbito privado soluções que propiciem conforto e ampliem a sensação de segurança. Casos de homicídios, roubos a postos de gasolina e a ônibus aumentaram pelo segundo ano consecutivo, de acordo com o último balanço da violência divulgado pela Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, no dia 21 de fevereiro. Mas a maior preocupação atual das autoridades está relacionada com crescimento expressivo envolvendo o tráfico de drogas.

O impacto da violência está diretamente relacionado com a negociação ilegal de entorpecentes. Os flagrantes aumentaram 22,6%. O consumo e porte dos diversos tipos de substâncias, 26,8%, ou seja, 2.758 registros entre 2006 e 2007. “Infelizmente o tráfico de drogas é predominante no mundo. O Brasil está em 3º lugar no ranking de toda a América do Sul em consumo. Só na rodoviária temos uma movimentação de mais de 600 mil pessoas por dia, num espaço de quatro mil metros utilizados como pontos de compra e venda de drogas”, lamenta Saulo Santiago, presidente do Conselho Comunitário de Segurança do DF.

Bares e restaurantes, faculdades e estacionamentos de shoppings também estão na lista dos pontos de tráfico, tendo em vista o alto consumo de drogas sintéticas – anfetaminas, esctasy e LSD – pelos usuários das classes média e alta. “Cansei de presenciar traficantes com o porta-malas aberto, muitos deles até aliciam estudantes a repassem as drogas para outros amigos dentro da faculdade em troca do consumo gratuito, aí vira uma rede, um passa para o outro, chamamos de aviõezinhos”, conta o estudante T. G., 17 anos.

Segundo o secretário de Segurança Pública do DF, general Cândido Vargas de Freire, em 2008, as principais metas serão: o combate ao uso e o tráfico de drogas, roubo e furto de carro, e retenção de armas; investimentos em modernização tecnológica; e construção de sedes para as três novas Divisões de Tóxicos e Entorpecentes (DTE) – Planaltina, Ceilândia, Gama ou Santa Maria – e da 5ª DP, prevista para funcionar no centro da cidade.

Os Conselhos Comunitários das Asas Sul e Norte trabalham em parceria com o governo e órgãos competentes em beneficio da comunidade. Reuniões mensais abordam diversos temas ligados à segurança pública com participação ativa das polícias Civil e Militar, do Corpo de Bombeiros e outros Conselhos. O assunto “falta de segurança nas quadras” é comum e extremamente debatido. Cada vez mais, as prefeituras estão implementando soluções que ajudam a monitorar, prevenir os delitos antes que eles ocorram e direcionar as ações da polícia.
Em dez anos, a comunidade nunca se apresentou tão unida em prol da qualidade vida e da segurança da população brasiliense. O administrador de Brasília Ricardo Pires e o presidente do Sindicato de Bares, Hotéis, Restaurantes e Similares do Distrito Federal (Sindhobar) César Gonçalves também apóiam essa causa através de ações e projetos que reforçam a segurança pública e a convivência em harmonia.

COLETA SELETIVA E RECICLAGEM DO LIXO: CONSCIÊNCIA SÓCIO-AMBIENTAL

No cotidiano da nossa cidade, são produzidas milhares de toneladas de resíduos. Reduzir o desperdício e reutilizar materiais que podem ser reciclados traz benefícios à sociedade e ao meio ambiente

Por Biah Gasparotto

Em 2006, pesquisa realizada pela instituição Compromisso Empresarial para Reciclagem (CEMPRE) apontou que em Brasília são geradas mais de 900 toneladas de lixo por mês, sendo que cerca de 30% é composto de material reciclado. Despertar a conscientização ambiental é uma preocupação mundial. O destino correto do resíduo sólido é de interesse e responsabilidade também do indivíduo e não somente dos órgãos públicos, associações, ambientalistas e empresários.

Atualmente, a solução mais eficiente e ecologicamente correta é a Coleta Seletiva, separação dos materiais – papel, vidro, plástico e latas – para o reaproveitamento, transformando o problema do lixo em recurso econômico e social. Cada lata de alumínio reciclada, por exemplo, economiza energia elétrica suficiente para manter uma lâmpada de 60 watts acesa por quatro horas.

O Plano Diretor de Resíduos Sólidos do Distrito Federal, apresentado ano passado pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh) e o Sistema de Limpeza Urbana (SLU), contribui para agilizar a contratação de empresas que atuam no serviço de coleta e tratamento do lixo, otimizar o sistema de limpeza urbana e proporcionar uma melhor utilização dos recursos.

De acordo com a gerente de Produtos Recicláveis Zely Vasconcelos Lima, o SLU iniciará, ainda este ano, diversos projetos que irão beneficiar não só o meio ambiente, mas a população como um todo. A área de atuação da coleta seletiva, que atende as quadras 100, 200, 300 e 400 do Plano Piloto, será ampliada para todo o Distrito Federal. “As estratégias para implementação do sistema e programas de educação sócio-ambiental são complexas, pois cada região possui sua forma diferenciada em termos de logística e estrutura. Não há um modelo universal, principalmente quando envolve o trabalho conjunto de catadores, transporte e empresas de reciclagem”, afirma Zely.

COLETA SELETIVA DE SUCESSO

Motivados pela integração da comunidade e educação ambiental, baseada em princípios da sustentabilidade, a Prefeitura da 402 Norte, desde 2000, implementou o sistema de coleta seletiva na quadra. Para compreender e valorizar a iniciativa, foram encaminhadas cartas aos síndicos e moradores com informações e ações que desviam, de aterros sanitários e lixões, resíduos sólidos para reciclagem.

Ao total, a quadra possui cinco estações de lixo, seco e orgânico, para uso comum dos 17 edifícios. A prefeitura também disponibiliza um espaço para depósito de folhas das árvores, recolhidas toda semana pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap) para produção de adubo.

A prefeita Ana Lúcia Mendes relembra com orgulho o início da implementação da coleta seletiva e as estratégias adotadas para conscientizar os moradores e visitantes. “O começo é sempre difícil, a coleta é apenas uma das fases do processo e necessária para a preservação ambiental, melhoria das condições de saúde pública e qualidade de vida. A nossa quadra está limpa, organizada e unida pela causa”, afirma Ana Lúcia.

VANTAGENS

As vantagens proporcionadas por programas de coleta seletiva, segundo o Manual de Gerenciamento Integrado da CEMPRE (1999), são:

v redução de custos com a disposição final do resíduo sólido;
v aumento da vida útil de aterros sanitários;
v diminuição de gastos com remediação de áreas degradadas pelo mal acondicionamento do resíduo sólido;
v educação/conscientização ambiental da população;
v diminuição de gastos gerais com limpeza pública, considerando-se que o comportamento de comunidades educadas/conscientizadas ambientalmente traduz-se em necessidade menor de intervenção do estado;
v melhoria das condições ambientais e de saúde pública do município;
v geração de empregos diretos e indiretos, com a ampliação das atividades das indústrias recicladoras já existentes e instalações de novas; e,resgate social de indivíduos, através da criação de associações/cooperativas de catadores ou mesmo através do trabalho autônomo de catação.

População de rua: vidas privadas em espaços públicos

Pedir esmola virou uma profissão bem remunerada em Brasília. Mendicância causa infortúnio à comunidade e degradação do patrimônio público e do meio ambiente


Por Biah Gasparotto

Basta caminhar pela Capital Federal para se deparar com um cenário crescente e cada vez mais comum dos grandes centros urbanos, a população de rua. Centenas de emigrantes abandonam a terra natal, famílias e empregos de baixa remuneração em busca de uma melhor qualidade de vida. Poucos conseguem vencer as barreiras da desigualdade socioeconômica. A maioria perambula dia e noite pela cidade, causando infortúnio à comunidade e degradação do patrimônio público e do meio ambiente.

Sinais de trânsito, supermercados e comércios locais são os principais pontos onde podemos observar as ações de pedintes e sem-tetos – crianças, adultos e idosos, que em algumas situações são apenas intermediários que agenciam a mendicância. O consumo de bebida alcoólica e drogas, a demência, o abandono e a promiscuidade sexual, em plena luz do dia, já não despertam surpresas em quem acompanha de perto, mas formam uma combinação que conduz a prática de diversos delitos, que vão desde agressões verbais a lesões corporais, roubos e furtos.

Diariamente, a população de rua transforma as calçadas e áreas verdes das quadras do Plano Piloto em banheiros públicos e residências improvisadas, decoradas com colchões, cobertores e papelões espalhados por todos os lados. Enquanto os novos inquilinos usufruem do direito de ir e vir garantido pela Constituição, a comunidade convive com o mau cheiro, o abuso e a perturbação do sossego e da tranqüilidade pública.

A prefeita da 308 Norte Neide Gouveia afirma que os supermercados localizados nas entrequadras – Pão de Açúcar, Carrefour Bairro e Big Box – contribuem para a permanência dessa população dentro das quadras. “Eles possuem recursos e profissionais que evitam a aproximação dos pedintes, mas a prefeitura não. Contamos com a ajuda dos órgãos responsáveis e com a conscientização dos moradores para que não dêem dinheiro, alimentos e objetos. Do contrário, teremos que aceitar a convivência debaixo da nossa janela e privar os moradores, principalmente crianças, de circularem livremente pela quadra”, lamenta a prefeita.

No dia 23 de fevereiro, o presidente do Conselho Comunitário de Segurança de Brasília Saulo Santiago encaminhou uma carta às altas autoridades policiais e administrativas do Governo, com intuito de solicitar que sejam tomadas providências cabíveis para amenizar a situação da população de rua e, respectivamente, de toda a comunidade. “O Estado ainda não possui um local apropriado, amplo e com boa infra-estrutura, para abrigar os retirados, de preferência situado fora do perímetro urbano, com serviços médicos e odontológicos para essas pessoas, muitas delas dependentes de álcool ou de outras drogas. Neste grande albergue-hospital, os desvalidos receberiam, por algum tempo, todos os cuidados físicos necessários e as lições práticas para se reintegrarem à sociedade civil como entes produtivos”, destaca Saulo.
Sabemos que é de livre arbítrio conceder ou não esmolas por parte daqueles que priorizam o lado social. O importante é saber quais são os limites e a melhor forma de doar sem constituir um vínculo com o beneficiário da esmola, que, contudo, pode vir a configurar-se em uma acomodação, ou seja, uma forma fácil de ganhar dinheiro. O ideal seria colaborar diretamente com as organizações que trabalham de forma séria e comprometida, com supervisão da assistência social.

BARES E RESTAURANTES DE BRASÍLIA TÊM NOVAS REGRAS DE FUNCIONAMENTO


Horário limitado, poluição sonora e ocupação da área pública são as principais mudanças acordadas entre membros do Governo, Sindhobar, Conselhos Comunitários, empresários, prefeitos e moradores do Plano Piloto

Por Biah Gasparotto

De um lado, moradores desejando a tranqüilidade e segurança, por outro, empresários interessados em aumentar o consumo e faturamento dos empreendimentos. Estabelecer regras e promover mudanças nem sempre são fáceis quando somente um dos lados é beneficiado. Depois de várias reuniões e muitas divergências, o Sindicato de Restaurantes, Hotéis, Bares e Similares do Distrito Federal (Sindhobar), membros do governo do Distrito Federal (GDF), presidentes dos Conselhos Comunitários, empresários, prefeitos e moradores do Plano Piloto entraram em acordo.

As Ordens de Serviço N.os 02, 03 e 04, assinadas pelo Administrador de Brasília e publicada no Diário Oficial do DF em 17 de janeiro de 2008, estabelecem os novos procedimentos para renovação e concessão de alvarás de funcionamento. De acordo com o administrador Ricardo Pires, o principal objetivo das mudanças é garantir o sossego das quadras residências, que sofrem com o barulho excessivo e com a falta de estacionamentos.

Novas Regras


O horário limite para o funcionamento será de domingo a quarta-feira, até 1h da manhã, de quinta-feira a sábado e véspera de feriado, até às 2h, tendo o horário previsto para o início de atividades fixado a critério próprio, não antes das 7h da manhã.

A música ambiente, sem amplificação, televisão ou telas de vídeo, que funcionem com as portas abertas, somente será permitida até às 23h. A mecânica amplificada, ou ao vivo, será permitida nos estabelecimentos comerciais que funcionem de portas fechadas e com isolamento acústico.

A regra também regulamenta a utilização da área ocupada, desde que não ultrapassem os seguintes limites máximos: 1) parte posterior: 6 metros, contados a partir da parede original do imóvel; 2) lateral das lojas entre blocos: 2 metros, de cada lado, resguardando-se 2 metros, no mínimo, para a passagem de pedestres; e 3) extremidade das lojas: 5 metros contados da marquise.

Fiscalização e descumprimento

Os agentes da Subsecretaria de Fiscalização (Sufis) já estão nas ruas conferindo o cumprimento do acordo. Segundo eles, as primeiras abordagens são apenas educativas, mas alertam que haverá multa e, em último caso, o estabelecimento poderá até ser fechado.

O Tradicional bar e restaurante Beirute, localizado na 109 Sul, depois de quarenta anos de funcionamento, reduziu quase pela metade o número de mesas. Os freqüentadores reclamam que o bar perdeu sua identidade, conhecido como um local eclético, de várias tribos. “Os horários sempre foram cumpridos no estabelecimento, mas a redução do espaço físico acarretará na demissão de vários garçons. No Líbanos da 206 Sul, restaurante da mesma família, cinco funcionários foram dispensados esse mês”, lamenta o gerente Edmilson.

Já no bar Chiquita Bacana, da 209 Sul, o toldo de proteção localizado na entrada da loja chama a atenção de quem passa pelo comércio. Além de ultrapassar o limite da calçada, o asfalto do estacionamento foi perfurado para acomodação das barras de sustentação. O corredor de acesso aos prédios residenciais também está fora do limite de 2 metros, um desrespeito à acessibilidade, principalmente aos portadores de deficiência física, e ao patrimônio público.

Segundo a presidente do Conselho Comunitário da Asa Norte Leomízia Pereira, as mudanças serão facilmente adaptadas e haverá uma grande melhoria na qualidade de vida dos moradores da Capital. “Acredito que não haverá tantas demissões por parte dos empresários. Uma das minhas preocupações está relacionada com os nossos jovens, que aproveitam o final das aulas para se divertirem em barzinhos. Muitos não possuem limites e acabam causando confusões nas ruas. Essa medida irá diminuir os acidentes e brigas causadas pelos excessos de bebida alcoólica”, afirma Leomízia.

Projetos

Projeto Orla e estacionamentos subterrâneos na área central do Plano Piloto são temas importantes que irão compor a pauta da próxima reunião entre o GDF e a Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap), no dia 8 de fevereiro. O governador José Roberto Arruda solicitou que o Projeto Orla seja reativado com urgência e destacou como sendo uma excelente alternativa de lazer – bares, restaurantes e boates – e investimento para os grandes empresários.

O projeto de garagens subterrâneas, apresentado em 2007 pelo arquiteto Oscar Niemeyer, prevê a construção de mais de 25 mil vagas nas comerciais de Brasília. Os estacionamentos serão construídos embaixo das vias W1, entre as superquadras 100 e 300, e L1, entre as 200 e 400, com capacidade para 400 veículos. As obras serão necessárias para melhorar a falta de estacionamento e fluxo do trânsito nas quadras, mas a maior preocupação dos defensores da Capital ainda está relacionada com a preservação do Patrimônio Cultural da Humanidade.

“Deste planalto central, desta solidão que em breve se transformará em cérebro das altas decisões nacionais, lanço os olhos mais uma vez sobre o amanhã do meu país e antevejo esta alvorada com fé inquebrantável e uma confiança sem limites no seu grande destino”. Juscelino Kubitschek de Oliveira - Brasília, 02 de outubro de 1956.

TELEMETRIA: ALTA TECNOLOGIA PARA INTALAÇÃO DE HIDRÔMETROS INDIVIDUALIZADOS

Nova Resolução da Adasa permite que os condomínios decidam em assembléia a escolha do melhor sistema de medição do consumo de água

Por Biah Gasparotto


No dia 21 de dezembro de 2007, a Agência Reguladora de Água e Saneamento do Distrito Federal (Adasa) publicou a nova Resolução N.o 175/2007 que estabelece os procedimentos para a instalação de hidrômetros individualizados em cada unidade habitacional, nas edificações verticais residenciais e nos condomínios de Brasília. Uma das principais mudanças beneficia a escolha da tecnologia a ser implementada, respeitando os diversos modelos arquitetônicos e o meio-ambiente.

A prefeita da 305 Sul Maria Helena Castro comemorou a alteração da Resolução. Desde maio de 2007, autorizou a instalação de um protótipo em seu apartamento, localizado no bloco B, que substituiu todos os hidrômetros convencionais – três de água fria e três de água quente – pelo sistema de individualização com telemetria. “Sou defensora do consumo racional de água e do pagamento de uma conta justa. Com o avanço da tecnologia, temos que ter consciência que esse sistema é o mais adequado. Estamos recebendo visitas diariamente e muitos se encantaram com o projeto”, defende Maria Helena.

De acordo com o diretor da Construtora MJ Joel Jardim, responsável pela instalação do protótipo, o sistema de telemetria, fabricado pela Mobix no Brasil, existe há mais de 30 anos e foi desenvolvido em Israel. Com a telemetria, os condôminos poderão acompanhar o consumo de água diariamente pela Internet, detectar vazamentos, solicitar o bloqueio e desbloqueio remoto, rapidez e eficiência na prestação de serviços, além de reduzir o índice de inadimplência, o uso de energia elétrica e a conta de esgoto, baseada no consumo de água.

“O projeto está baseado em uma questão fundamental e de preocupação mundial, a sustentabilidade. Brasília possui aproximadamente 250 mil apartamentos que deverão se adequar as normas da Adasa até o ano de 2010. Imagina se em cada obra para individualização de hidrômetros, da forma convencional, fosse retirado 1m3 de entulho? Seriam milhares de toneladas sem destino apropriado, pois o único local na cidade já está com a sua capacidade esgotada. Com a telemetria, não existe quebradeira”, afirma Joel Jardim.

Mesmo com tantos benefícios e baixo custo econômico-financeiro, a presidente do Conselho Comunitário da Asa Sul (CCAS) Heliete Barros acredita que a mudança da nova resolução é, sem dúvidas, um avanço, mas lembra que muitos continuam em desfavor da obrigatoriedade. “Independente de que tecnologia vai ser implementada, a maioria acha que não se pode imputar uma reforma onerada. Já temos a certidão de habite-se e hoje querem mudar a regra do jogo? O governo deveria se preocupar em promover o reaproveitamento da água da chuva e da água cinza”, ressalta a presidente do CCAS.
A Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) atente 2,17 milhões de pessoas com serviços de abastecimento de água e 2,03 milhões com serviços de esgotamento sanitário. Atualmente, é o órgão responsável pela emissão da cobrança mensal do consumo de água e esgoto. Para aqueles que optarem pela instalação da nova tecnologia, como a telemetria, o condomínio receberá uma conta única e decidirá em assembléia como será o rateio internamente.